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Sábado, 05 de Novembro de 2011

 

 

  

Quando não há palavras, há um turbilhão de sentimentos... de sensações indescritíveis e de conexões loucas entre a emoção e a razão. A banal noção de tempo é amplificada ao máximo e agora os segundo parecem paragens infidáveis no tempo. Eu procuro ao menos acordar e voltar a cabeça para constatar realidades, já que me é completamente impossível alcançar sensações emocionais. E o que e que está a acontecer? As pessoas andam! ...E comem e dormem como 'robotzinhos' baratos mas certos de para onde vão... Como posso estar conectada com este tipo de movimento quando tudo o que me ocorre é estagnação? Nas minhas entranhas as coisas circulam com a sua vagareza, com o seu tempo, de modo a que as feridas facilmente se abrem, expondo a carne saudável e contaminando-a... Até o fluxo de sangue apresenta dormência. Mas porque é que temos de ser conscientes de que estas coisas têm existência? O dom da humanidade é tão cruel... Eu preferia nem saber que 1 + 1 = 1. Era-me completamente favorável pensar que tudo coexiste conforme uma ordem. Mas vou assimilar mais uma ilusão? Falo de consciência, realidade, é um completo paradoxo falar em ilusões... Pelos vistos os nossos discursos são estrutrados à base do abstracto. A realidade é abstracta, o amor é abstracto... As emoções. E é justamente assim que os meus neurónios começam a fazer faísca e a disparar como foguetes. Este curto-circuito ocorre como flahses continuamente e de repente só sinto a minha cabeça a ficar pesada e a fazer: 'piiiiiiiii' E tudo se apaga....

Se nunca na vida duas verdades absolutas que se contrariam podem coexistir, então quem é que tem razão? Quem nega o evidente? Ou quem carrega no escape e se afasta da verdade e passa a borracha no 1 + 1 = 1 e diz que afinal da 2? Acho que tudo tem a sua oportunidade no tempo real, logo agora não vale a pena continuar a alimentar teses insustentáveis à base de memórias a preto e branco. Os limites existem, o amor é infidavel, mas a verdade é concreta. E eu quero viver pelo que existe, não pelo que um dia aconteceu...

publicado por sawyer às 00:51

só li uma vez só ouvi um pedaço da musica... acho que vou deixar assim e não vou mexer mais, pois soube bem este minuto e meio... não, acho que vou ler e ouvir mais uma vez...
asimplesvidadejoaorapaz a 12 de Novembro de 2011 às 21:01