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Domingo, 25 de Dezembro de 2011

 

Os sentimentos são translucidos como as particulas de água das nascentes. O que os ofusca não são eles próprios, são os pensamentos, são as ideias, as expectativas, os sonhos e o que entendemos ser a realidade. No meio da clareza é a nossa essência humana e tendência de complexar tudo que faz florescer o negro, a incógnita, o não saber e o saber de tanta coisa. Eu apenas desejaria fazer mover o ar e clarear cada aresta do autor do teu enruburescer das faces. Queria e desejo tanto ter o entendimento de te sugerir como se caminha, de espirito hirto, de mãos firmes e de pés bem acentes na poeira do chão. Quero ainda mais do que mero desejo apagar-te essa nuvem e expulsá-la pela tua garganta para que os milhares de batimentos que ocorreram nesta imensidão de tempo, nestes cinquenta e seis dias, se voltem a regular pelo que era o seu combustivel.

A última vez que me lembro de ti tu não estavas em lugar algum... Agora estás em todo o lado, nos filmes, nos sonhos, nas paisagens desfocadas, na chama da lareira, nas luzes, no escuro, no rosa, nas minhas mãos, pele, olhos e lábios e principalmente na minha cabeça. A última vez que te vi, estavas aqui, dentro de mim, fundindo a pureza do teu espirito com o meu... e isso não representava para ti escuridão alguma, somente infinito prazer de partilhar sorrisos, toques e palavras. Não há turbilhões de pressões de ar atravessadas entre nós, não há pressão, não há remissão, não há obrigação alguma de eu e tu partilharmos da mesma fração de equação, desde que a solução da nossa combinação resulte em sobrevivência e felicidade. Recorda-te, isto não existe, é mera ficção. E quem tem duvidas? Ninguém... Só (tens) medo de atravessar uma ponte.

publicado por sawyer às 23:38