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Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012

Nota:

Pode-se entender o estado de ausência como sendo um simples sinal de combate interior em que deliberamos conosco próprios por qual/quais caminho(s) envergar. No meu caso não sugiro que seja disto que se tenha tratado. Para mim o estado de ausência é uma burrice que cabe somente ao ser humano quando está no estado muito deprimente (pelo menos quando nos ausentamos do que nos trás beneficios). Avançando...

 

Dianta dos meus brilhantes berlindes de cor de chocolate negro, seguro duas imagens picotadas que, em significados são antéticos, mas que em ligação espaço-temporal se agregam com toda a facilidade (apesar de separadas por mim própria). Olho para elas com a vaga mas profunda esperança de encontrar uma resposta para aquele que tem sido o meu maior dilema ao longo dos últimos meses - porque é que fujimos uns dos outros? 'O homem era um bicho das cavernas, é um bicho das cavernas e sempre será um bicho das cavernas', penso para mim própria. Porque outra razão haveriamos de escapulir daquilo que nos faz respirar se não por nos deslumbrarmos com o gozo de estarmos sóbriamente  conscientes de que estamos na miséria da solidão?

 

(JAN 2011)

publicado por sawyer às 01:22