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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

 

(acompanhamento musical - clica aqui)

 

Não te vi… Podes nem ter sentido mas eu senti a pressão da bala a trespassar a tua carne viva  protegida por um manto de cinza  e apavorei-me com a velocidade a que o teu sangue corria do teu corpo a baixo de forma desumana e violenta como um vulcão activo. O teu corpo explodia violentamente a vagos metros de mim e como é que não te pudeste dar conta? Onde estavas que eu não te vi? A onde?! Deixas-me assustada. Eu estou assustada com o que a tua alma me possa dizer depois de morta e tu nem queres saber da minha ânsia desmedida, que a cada minuto que passa me desfigura cada vez mais, fazendo-me perder qualquer réstia de sintonia que eventualmente podíamos ter. Não me sinto conectada como me sentia na altura em que acertámos a hora juntos… e porquê? Porque eu digo que te amo e tu calas; Porque eu desejo matar o homem que existe em ti e tu nem sequer adeus me dizes. Não estás a sentir?! 

 

Sinto a angústia transcender a minha pele e não consigo evitar dizer que te odeio! Desculpa-me, por favor desculpa-me mas eu tenho de correr… eu tenho de correr para nunca mais te ver e conseguir sentir vergonha de mim mesma por um dia te ter dito que era Amor o que sentia por ti. Mas que raio é que eu aqui estou a fazer? Nenhum de nós dois sabe. Seja como quiseres… Eu já fui poeta; já fui escritora; já fui filha; já fui irmã, amiga e namorada… mas agora está na hora de ser mulher. Por isso mesmo agora te digo: foge de mim porque estou-me pouco importando contigo!

 


Agradecimento: <em branco>

publicado por sawyer às 16:38
música: Radiohead - Creep

...
Li, horrorizada todas as palavras e sabes a que conclusão cheguei?
A morte pressegue-me.
Passando à frente -->
Li, horrorizada todas as palavras e os meus olhos não aguentaram a pressão e o ardor a que estavam sujeitos pelas temerosas lágrimas de medo e receio que se apoderavam da minha mente. Seria pura coincidencia? Não... Não podia ser coincidencia porque já há muito tempo parti do principio que nada é por acaso e se algo tiver que acontecer que aconteça depressa! Não quero viver atormentada por imagens ou palavras que tenha vivido fora daqui ou que tenha lido num sitio qualquer da internet. Não vou viver afectada com mais um receio de poder só ter mais uns segundos, minutos ou horas de vida. Depois de tudo passar... aí dormirei descançada.
E coincidencias acreditas? Como eu já disse, Não!

Está demasiado... diferente e fugaz. Eu gostei muito... mas para te ser sincera não percebi muito bem... Não atingi o ponto de teres começado com uma descrição e logo a seguir passas a pensamentos como se continuasses a descrever a cena... Não sei... é complicado de descodificar... está estranho... e mais uma vez...
Não foi por acaso.

Não temo por mim... (eu acho) mas pelos outros.

Fica bem, Aislin. ;)
Joana a 22 de Dezembro de 2009 às 20:21

"eu tenho de correr para nunca mais te ver e conseguir sentir vergonha de mim mesma por um dia te ter dito que era Amor o que sentia por ti."

não tens de ter vergonha de mostrar o que sentes, quem és e o que queres. BE STRONG
beijinho
Sasha a 22 de Dezembro de 2009 às 22:17

genial como só tu consegues. tens a arte e sabes usá-la. eu cá limito-me a admirar-te ;) bblv*
mag a 22 de Dezembro de 2009 às 23:24

Então, Sawyer?
Venho cá todos os dias, menina, e não vejo post novo...
ENtão?
Beijo
Bonnie a 30 de Dezembro de 2009 às 21:01