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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

 

(acompanhamento musical - clica aqui)

 

Nesta mesma carta respondo às tuas preces, te dou as respostas pelas quais tanto procuras, julgando embora que não as verás do meu jeito como assim não as sentes agora.

Deixa-me dizer-te que o sufoco que range não te pertence só a ti mas a nós, ao nosso rasto em dias fortes e em outros mais leves que o caminhar das nossas palavras. Ele sofre, nós sofremos; ele chora, nós lacrimejamos impiedosamente; ele cala, nós silenciamos; ele sorri… e aí nós sorrimos. Sorrimos mas só que juntos como se assemelha a qualquer outra sensação de liberdade mutua à qual te referiste como que descrevendo a nossa conexão física e inconsciente. Mas foi para isto que fomos feitos – para estar juntos e separados. Juntos em verdade e amor mas separados quando a razão chama e nos diz que os passos que damos são em direcções antitéticas ao que julgamos.

Não me abomines por isso; não dispas a tua alma para mim porque assim juntos incendiaremos o universo da loucura. Um dia, terás de ser dono do entendimento e tomar consciência de que existem tons de preto dos quais não me consigo livrar e dos quais suspeito nunca me ver livre enquanto esta ideia feita oscilar bruscamente sobre a minha ingénua mente movida pela razão.

Somos animais, admito-o. Somos movidos pelo instinto, mas por alguma razão fomos denominados de racionais…

Não me odeies por ainda te amar e o confessar. Pois eu sei que a minha conjuntura de meras palavras pode ser amarga.

 


Agradecimento: Magarida Torres

 

publicado por sawyer às 21:26
música: Damien Rice

< os tons de preto tornam tudo mais claro >: é uma contradição, mas são elas que dão sentido à vida.
Sasha a 15 de Janeiro de 2010 às 20:07

A tua escrita de certa forma equipara-se à Lua,pura, plana e tão perfeita, palavras delicadas e tão brilhantes, despertam em mim, emoções, reacções e sentimentos inesperados ( a unica coisa que se espera que quando se lê um texto teu é que esse momento seja transendente e para mim é).Não ha tempestade nenhuma que possa vir e causar tantos estragos, tanto impacto como as tuas palavras provocam em mim, e na minha alma de criança, de pouco sabedor, de amante.

Este é mais um, isto é, não somente mais um. Mas acaba por ser mais um que me estremeçe, me abala, de tamanha sinceridade em que está envolvido,de toda a delicadeza, de tamanha emoção da pessoa que está detrás desta conjuntura de palavras.

És GRANDIOSA, há aqueles que ficam viciados em droga, eu fiquei viciado em ti e no que escreves.


Eu também rabisco é certo, rabisco, porque ao teu lado sou pequeno mas espero, trabalho e um dia serei maior, mas nunca TÃO GRANDE como tu.

Ly, B. (e por favor quando leres o comentário não me digas que nao disseste nada porque nao sabias o que dizer, porque a ti palavras não te faltam.)









<3
João Almeida ( fã nº1) a 16 de Janeiro de 2010 às 01:04

Imagina-te um grão de areia a voares ao vento, imagina-te uma folha de carvalho massacrada pela natureza até à ultima réstia que restava de ti... Imagina-te mais uma pessoa, imagina-te como se não fosses nada mais que uma simples sombra no passado de alguém...

Bem, era só imaginação... Porque se regressares ao presente consegues sentir a pulsação do coração de uma humana que é cada vez mais exposta aos elementos que a rodeia, que cada vez mais a pessoa que foi destinada a ser pelo norte do sonho.

Não és mais do que podes ser ;)
Bjo minha queria Sawyer.
Bonnie a 19 de Janeiro de 2010 às 21:50

tantos erros! --''
Bonnie a 19 de Janeiro de 2010 às 21:58

É sempre bom indagarmos, imaginarmos... mas pondo sempre mão àquilo em que consistimos, a realidade. Não é por aí que devemos, assim, deixar de ser alguém (Alguém, aqui refere-se ao "eu próprio"), lutando sempre por aquilo que achamos ser a nossa verdade, a nossa realidade. Nós próprios criamos o nosso mundo, ou seja, tu própria te crias a ti. Com isto tudo, para te dizer que um sonho nosso reflecte aquilo que somos, sendo assim, lutar por aquilo em que acreditamos é ser aquilo que tu és, por isso não há nada que derrube jamais o que tu queres. Luta pelo que amas , Sawyer.

Palavras:
Nast*
Nast a 27 de Janeiro de 2010 às 20:21