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Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010

 

 (acompanhamento musical - clica aqui) 

 

Vamos refutar? Estou plenamente determinada a pôr-me a marchar em sintonia com os golpes garridos que me porpões e a enfrentar os rasgos do teu sorriso que quase a luz me ofosca. Mas não o farei… Não o farei, pois embora a minha disponibilidade para tal seja maior que o engano a que me submeto ao to negar eu declaro-me uma espécie de criatura vil e intuitiva cujo maior objectivo é, na realidade, não nos dar aquilo ao qual nos queremos dar. Não me retenho só porque a ipotência do meu dom se evidência forte mas sim porque não consigo codificar de novo aquela essência perdida que deixei ontem órfã, bem perto do ar que inspirei de olhos fechados, envolta nos teus braços, ao ser envolvida pelos teus lábios…

Não me sinto capaz de refutar, contra argumentar contra os teus ideais; não quando te encontras fisicamente repelido do meu corpo. Não consigo… não… porque nem no sabor da chuva te consigo rever plenamente; porque nem quando o ar se revela desabrido sinto os teus gritos humanos de quando me fui para longe de ti. Se me perguntasses se poderia ser agora que trocaríamos breve impressões sobre o que fomos eu dirte-ia que não. Sem qualquer pequena réstia de dúvida da qual pudessses suspeitar, eu dirte-ia que não. Quanto a justificações não te as posso dar eu pois nunca aprendi a falar pelo meu coração; nunca fui conhecedora e dona de atingir a complexidade da linguagem que se assola de solidão dentro do meu corpo e, muito menos, sou figura para admitir directamente que tenho aquilo a que se denominam de sentimentos de Amor.

E mais uma vez não seria justo não proferir, novamente, que é o medo quem me invade, mesmo após já ter provado o sabor do sangue.

 

 

 

publicado por sawyer às 22:46
música: Donna Maria, Vício de Ti

Certamente poderia começar aqui a refutar a forma como escreves, mas quem sou eu para o fazer? Eu que almejo um dia poder olhar para ti de igual para igual sem me sentir inferior. Mas os grandes escritores são assim, inatingiveis.. Fico pelo facto de poder ler aquilo que escreves, essa tua escrita tão discreta e elegante, bela aos olhos de qualquer um, até dos menos intelectuais que sejamos sinceros nunca chegaram ao auge dos teus textos.

Fico orgulhoso de poder ler e entender o que sentes ao escrever cada palavra, fico orgulhoso de nao teres apenas um talento (não me voltes a explicar um texto sem eu o ler em condições senao teremos problemas)

. . . há coisas que ficam por dizer mas que tu as sabes

LY <3
João Almeida ( fã nº1) a 4 de Fevereiro de 2010 às 21:14